Mostrando postagens com marcador Bob Marley. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bob Marley. Mostrar todas as postagens
2.2.12
cool_slow_groove-mixtape#4
Calorzão de verão às vezes pede aquele som bem tranquilo
para dar um relax e colocar a cabeça de molho em um pianinho bem tocado, uma
voz sussurrada e aquela guitarrinha de leve. Nessas horas, nada como um Bob Marley, Air ou um rockzinho na onda ‘Pale Blue Eyes’, do Velvet Underground. Até Jimi Hendrix já teve seus momentos
desacelerados. A terceira mixtape do
blog vem nesse clima light-cool para depois de um dia de sol na praia. É
para guardar e ouvir naquele tempinho em que a gente só quer saber de ficar
quieto e deixar a música fazer efeito. A seleção começa com um Bob Marley
clássico, passa pelo rock-blues de Tom Waits e
J.J. Cale, por Doors e Broken Social Scene em momento chillout, e
fecha com as deliciosas vozes de Yael Naim, Melody Gardot e Madeleine Peyroux. Ouça, curta e compartilhe.
01 > Bob
Marley – Sun is Shining
02 >
Jimi Hendrix - Castles Made of Sand
03 >
J.J. Cale - Let Me Do It To You
04 > The
Doors – Car Hiss By My Window
05 > Tom
Waits - Goin' Down Slow
06 >
Velvet Underground - Pale Blue Eyes
07 >
Broken Social Scene – Marketfresh
08 > Air
- Playground Love
09 >
Yael Naim – Paris
10 >
Madeleine Peyroux - Dance me to the end of Love
11 >
Melody Gardot – Who Will Confort Me
13.5.11
bobmarley-inyoface-monarco
>> playlist
Escolher o melhor disco de Bob Marley é tarefa impossível. ‘Burnin’, de 1973, o último com Peter Tosh e Bunny Wailer, lançou ‘I Shot the Sheriff’ e ‘Get Up, Stand Up’; ‘Natty Dread’, do ano seguinte, já com os irmãos Barrett e as I-Threes, tem ‘Lively up Yourself’ e ‘Them Belly Full’; e 'Rastaman Vibration’, de 1975, é para deixar tocar inteiro, de ‘Positive Vibration’ a ‘Rat Race’, não tem música sobrando. Até o primeiro álbum póstumo ‘Uprising’, de 1980, com sonoridade menos roots, também tem hits como ‘Coming From The Cold’ e ‘Bad Card’. Mas se fosse pelo valor histórico certamente meu escolhido seria ‘Catch a Fire’, de 1973, o disco que catapultou o nome Bob Marley no mercado internacional e transformou o reggae em ritmo não só da Jamaica, mas do mundo.
Primeiro dos Wailers gravado fora da ilha, pela Island, o álbum de ‘Concrete Jungle’, ‘Slave Driver’ e ‘Stir It Up’ mistura as letras politizadas e solares de Bob ao talento de Bunny Wailer e Peter Tosh, que aliás assina ‘Stop That Train’. Totalmente indispensável em qualquer coleção, ‘Catch a Fire’ abriu caminho para Bob Marley entrar na lista dos grandes gênios da música mundial de todos os tempos (no mesmo patamar só Miles Davis, John Coltrane, Jimi Hendrix e James Brown).
Na semana dos 30 anos da morte de Bob Marley, vale muito separar um tempinho relax para ‘Catch a Fire’. Abaixo, veja minidoc da BBC com imagens raras e versão ao vivo da deliciosa 'Stir it Up’ ainda com os Wailers originais.
Só esse o volume dois da coleção de cinco CDs da gravadora Rhino já bastaria para dar um panorama do melhor do funk-groove-soul produzido nos EUA nos anos 70 e 80. De James Brown a Sly Stone passando por Curtis Mayfield, Maceo Parker, Parliament, Rufus e Kool & the Gang, ‘In Yo’ Face!’ é fácil uma das melhores coletâneas de black music das muitas produzidas até hoje. Mas é só um aperitivo. São ao todo 60 músicas de nomes como Marvin Gaye, Bootsy Collins, Isley Brothers, Earth, Wind & Fire e muito mais. O objetivo aqui não é garimpar, redescobrir raridades, funks perdidos, e é aí que fica o grande mérito do projeto, funciona como uma super playlist para deixar rolar direto numa festinha em casa.
Quase todos (senão todos) artistas incluídos nos cinco álbuns passaram pelo menos uma vez pelo palco do ‘Soul Train’, programa mais clássico de black music da TV americana que ficou no ar por incríveis 35 anos. Muitas das apresentações dos anos 70, auge do funk e soul nos EUA, têm trechos disponíveis no YouTube. Selecionei três com todo climão da época, roupas, danças, cabelos, dá uma olhada no look da Tina Turner... galera se divertia. Como diria James Brown, make it funky!
Se existe um sambista hoje com mais autoridade, conhecimento e talento para fazer um álbum chamado ‘Uma História do Samba’, esse nome é Hildemar Diniz, o Monarco, de 78 anos. Produtor de grandes discos para o mercado internacional desde os anos 80, Katsunori Tanaka, o japonês mais carioca da música, segundo Sérgio Cabral, sabia disso e fez a encomenda. O álbum gravado em 2001 foi lançado primeiro no Japão. Lá, ganhou prêmio de melhor disco do ano de música latina da prestigiada Music Magazine. Chegou ao mercado brasileiro só em 2004, faturou prêmio Tim no ano seguinte e pode ser considerado um dos melhores do gênero nos últimos 20 anos.
Repertório inclui bambas de todos os tempos como Sinhô, Bide, Ismael Silva, Noel Rosa, Cartola, Geraldo Pereira e Silas de Oliveira; tem samba cadenciado, sincopado, partido-alto, lundu, maxixe, samba-enredo; mais duas composições do próprio Monarco com o parceiro Alcides Malandro Histórico e uma ao lado do filho Mauro Diniz.
Monarco e seu arranjador, o cavaquinista Henrique Cazes, convocaram para o disco cracaços em todos os instrumentos. Tem Paulão 7 Cordas, Beto Cazes, Gordinho, Maionese e ainda um coro classe A com Teresa Cristina, Pedro Miranda, Cristina Buarque e as pastoras Dora e Surica. Se era para dar uma aula de samba, tarefa cumprida, com louvor.
14.4.11
slystone-trojanreggae-ebotaylor
>> playlist
Sly and the Family Stone – Fresh (1973)Quem saiu naquela noite de 2008 em LA para ver o Los Lobos (os mesmos do filme ‘La Bamba’) acabou presenciando um dos encontros mais surreais e históricos da música nos últimos anos. Era quase fim do show quando o DJ surpreendeu ao chamar ao palco George Clinton e o ícone black dos anos 70 Sly Stone. Aos 69 anos, Clinton tem lançado álbuns regularmente e segue fazendo shows, mas Sly... tinha sumido totalmente dos palcos e fazia raras aparições. Muitos ali devem ter inclusive estranhado ele ainda estar vivo. O autor de clássicos como ‘Everyday people’, ‘Sing a simple song’ e ‘Don't call me nigger, whitey’ subiu ao palco de preto só com chapéu branco que mostrava muito pouco do seu rosto. Demorou até engrenar algumas notas no teclado, cantou poucos versos do hino black ‘I want to take you higher’, desceu do palco e sumiu no meio da pista. E foi isso... a reaparição do líder da lendária Sly and the Family Stone foi tão histórica quanto rápida e angustiante.
Nos anos 80, um Sly muito mais em forma chegou a fazer participações em shows do Funkadelic do mesmo George Clinton. Mas as drogas acabaram o afastando completamente dos palcos. A Family Stone havia acabado no final dos anos 70 já bastante desfalcada e a carreira de Sly desandou totalmente nos anos 80 a partir do seu envolvimento cada vez maior com a cocaína e ele chegou a ser preso em 87. Recluso, pouco aparecia.
Em 2005, de novo voltou aos holofotes ao ganhar uma grande homenagem no Grammy com direito ao primeiro reencontro da Family Stone original desde 1971 e a uma superbanda com estrelas pop que haviam acabado de gravar o álbum tributo ‘Different strokes by different folks’, como The Roots (‘Star). Joss Stone (Family affair) e will.i.am (‘Dance to the music’). Sly mais uma vez surpreendeu ao aparecer com uma jaqueta dourada, óculos escuros enormes e um megacorte moicano loiro. Tocou e cantou pouco, mas ficou em cena por um tempo razoável. No fim, a noite que poderia marcar sua volta triunfal acabou sendo um show no mínimo estranho; os fãs não sabiam se comemoravam o retorno ou se lamentavam sua deterioração. As críticas variaram de ‘bizarro’ aos cruéis ‘podia ter se aposentado’. Elogios, muito poucos. Entre os fãs, clima foi mais de preocupação.
George Clinton, de novo ele, convidou Sly em 2009 para uma participação em seu álbum ‘Gangsters of love’. A música ‘Ain’t not peculiar’, clássico de Marvin Gaye dos anos 60, abriu o disco. Nada bombástico, mas outro recomeço. Clinton disse que Sly seguia compondo e preparava disco novo. De lá para cá, nada.
Para fazer o caminho inverso e rever Sly no auge, fazendo história nos anos 60 e início dos 70 com uma banda multicultural e racial que balançou o mercado americano, enfileirou hits e emplacou pelo menos quatro discos clássicos na história da black music, a dica do blog é o disco ‘Fresh’, sexto álbum e talvez a última obra-prima da banda. Gravado em 1973, tem músicas mais lentas que os petardos de ‘Dance to the music (1968), ‘Stand’ (1969) e ‘There's a riot goin' on’ (1971), mas groove no ponto e fica para sempre no iPod. Basta dizer que o hit é a incomparável ‘If you want me to stay’.
Ska, rocksteady e reggae são para Jamaica quase o mesmo que samba e bossa nova para o Brasil. O ska nasceu primeiro da mistura do jazz americano com o mento e calypso caribenhos nos anos 60 sob clima de euforia após independência do país. O rocksteady veio logo depois na desaceleração do ska fazendo a transição para o reggae. Brothers de sangue, os três ritmos colocaram a Jamaica no mapa da música mundial com lugar de honra entre os países com maior produção de grupos e músicos de talento de todos os tempos. A coletânea da gravadora britânica Trojan resgata hits produzidos na ilha no final dos anos 60 e início dos 70, quando o reggae virou mania mundial a partir do fenômeno Bob Marley. A seleção é de altíssimo nível: de Lee Scratch Perry a Toots and the Maytals, de Upsetters a Slickers, de Dennis Brown a Desmond Decker. Claro, não podia faltar o rei Robert Nesta Marley, aqui tocando ‘Soul shakedown party’. Fundada em 1968 como selo da gigante Island, a Trojan tem nos seus arquivos todos os grandes nomes da música jamaicana e volta e meia empacota clássicos em caixas ou coletâneas especiais. As opções são imensas e o repertório quase sempre certeiro. Vale prestar atenção aos longos solos de metal nas músicas de ska e rocksteady e nas linhas de baixo nos reggaes. Num tempo de CDs ‘ensolarados’, a coletânea da Trojan é aquele solzinho tranqüilo do final de tarde que faz a cabeça.
Ebo Taylor – Love and death (2011) Músico, compositor e produtor ganês reconhecido como uma das maiores estrelas da música africana dos anos 60 e 70, Ebo Taylor ganhou seu primeiro álbum com distribuição internacional somente em 2011 pela gravadora inglesa Strut, a mesma de nomes como Mulatu Astatke, Orquestra Poly-Rythmo, Heliocentrics e Souljazz Orchestra. A redescoberta de Ebo Taylor vem na esteira do sucesso do próprio Mulatu e da nova onda de afrobeat pós-web que invadiu EUA e Europa com Fela Kuti virando influência direta para novas bandas. ‘Love and death’ traz o ganês, agora um senhor de 75 anos, em plena forma e acompanhado da Afrobeat Orchestra, um combo internacional formado especialmente para o disco com integrantes do Poets of Rhythm, Kanu Kanu e conterrâneos do Marijata. No álbum, Ebo toca antigos clássicos em novas versões, como ‘Victory’, e também material inédito, como ‘Kwane’. Em alta na Europa, o músico terá chance de coroar sua volta com uma super apresentação em julho, em Londres, no tradicionalíssimo Barbican. Confira músicas de ‘Love and death’ na playlist e no vídeo o próprio Ebo Taylor lembrando sua história e tocando... muito.
Assinar:
Postagens (Atom)










