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19.12.12

top10_brasil2012-mixtape#9



Foram tantos lançamentos alto nível no ano que ficou difícil fechar a mixtape 2012 só com top 10. A seleção aqui no blog ficou então estilo futebol com 11 titulares, todos no ataque e sem posição fixa. Começa com BNegão para abrir no groove; segue no balanço com Siba, e com pé todo na África, com Abayomy, Metá Metá e Sambanzo. Depois, emenda com duplinha reggae das musas Anelis e Céu; viaja com Amplexos, Hurtmold e Baiana System; e fecha pauleira com Kung Fu Johhny. Ouça, curta e compartilhe.

01 > BNegão - Essa é Pra Tocar No Baile
02 > Siba - Preparando o Salto
03 > Abayomy Afrobeat Orquestra - Malunguinho
04 > Metá Metá - Oya
05 > Sambanzo - Etiópia
06 > Anelis Assumpção - Not Falling
07 > Céu -You Won't Regret
08 > Amplexos - Making Love
09 > Hurtmold - Pigarro
10 > Baiana System - Barravenida
11 > Kung Fu Johnny - Woman

Para mais destaques de 2012, veja mixtape no Globo do Amplificador (blog do qual também faço parte com os parceiros Ricardo Calazans e Eduardo Rodrigues, aliás, outra 'top' boa notícia do ano). 

Na sequência, mais 3 vídeos que tinham que entrar no balanço de 2012: trecho do incrível DVD do DJ Tudo + clipe do ‘qua-qua-qua-quartinho obscuro’ do rapper paulistano Flow, e faixa do EP do excelente Iconili, uma das apostas do blog para 2013.


13.10.12

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Abayomy lança disco de estreia no Fela Day do Circo Voador com BNegão e convidados (oblogblack no Amplificador do Globo) 

Dia 15 de outubro, data de nascimento do nigeriano Fela Anikulapo Kuti, ‘feriado mundial’ para os amantes do afrobeat. Na África, EUA e Europa, o Fela Day já é tradição há bastante tempo. Por aqui, a cada ano vai ficando mais sério. Amanhã, dia 14, a festa será de gala no Rio (veja site com shows e festas em SP, BH, RS e mais cidades pelo Brasil) com vários atrativos para lotar o Circo Voador: primeiro, a programação com Abayomy Afrobeat Orquestra recebendo BNegão; André Sampaio e os AfroMandingas abrindo os trabalhos e festas Makula e Xacará Xirê tocando só sonzeira africana nos intervalos.

O Fela Day carioca terá ainda mais dois atrativos para tirar os fãs do afrobeat de casa no domingão: criada para a festa de 2009, a Abayomy comemora terceiro aniversário lançando oficialmente seu disco de estreia (Amplificador mostrou a capa em primeira mão) e com convidado especialíssimo, o guitarrista Oghene Kologbo, ex-Africa 70 (banda de Fela Kuti), que depois do show histórico com Tony Allen no Circo adotou o Rio como segunda casa.

Abaixo, entrevista com a saxofonista da Abayomy, Monica Avila, única mulher da banda de 13 integrantes. No papo, Fela Day, o primeiro disco da orquestra e ainda a faixa gravada com Tony Allen em um churrasco, em Santa Teresa. 




A Abayomy começou no Fela Day de 2009. Em três anos, muita coisa aconteceu e agora vocês acabam de lançar o primeiro disco. Como foi a primeira vez no palco?
 O primeiro encontro da Abayomy foi inesquecível. Foi exatamente para celebrar esse Fela Day de 2009. Tocamos na Casa de Jorge, na Lapa, que depois acabou literalmente afundando em uma noite dessas de temporal tropical. Foi maravilhoso, estava lotado. Thomas (Harres, baterista) e o Garnizé (Alexandre, percussionista pernambucano) foram as pessoas que iniciaram a Abayomy, mas na realidade, cada um de nós já estava meio que à procura de algo assim, talvez uns mais conscientemente que outros.

O entrosamento foi rápido?
O palco é o momento de prazer máximo, de curtir o som que estamos tocando e transmitir essa energia para as pessoas. Problemas de entrosamento podem até surgir, principalmente porque a banda é grande, mas são coisas pequenas e a energia da música sempre fala mais alto.



Nesses três anos, qual foi o momento mais marcante: show com Tony Allen? Disco de estreia?
A Abayomy tem a sorte de já ter tido vários momentos marcantes, com grandes músicos como Marku Ribas, Seun Kuti, Duke Amayo, Letieres Leite e Gabi Guedes, mas realmente o encontro com Tony Allen foi muito marcante por tudo o que aconteceu, o movimento para que o show se realizasse, pela permanência de alguns membros da banda aqui no Rio, e por tudo o que o Tony Allen simboliza para nós, simplesmente o cara que criou a batida do afrobeat junto com o Fela. Foi muito emocionante! Inclusive, o guitarrista Kologbo, que tocou com o Fela também desde a formação inicial, está de volta ao Rio agora para participar do Fela Day. A gravação do  primeiro disco também foi especial, um processo muito intenso. Fizemos tudo em apenas quatro dias, quatro madrugadas, foi bem louco e enriquecedor.


Ainda sobre Tony Allen, ele elogiou muito a banda, falando que nem na Nigéria fazem atualmente afrobeat assim. Esperava um elogio deste? Como foram os encontros com Tony Allen?
Tivemos a oportunidade de ter momentos descontraídos com ele e com a banda toda. Organizamos um churrasco para ele na casa de um amigo em Santa Teresa. E lá tem um estúdio aonde fazemos nossos ensaios. Bem, tudo virou uma grande jam, com vários amigos aparecendo, e quando vimos estávamos gravando uma faixa todos juntos, as duas bandas, foi incrível! Ainda pretendemos lançar essa faixa futuramente. Olha, receber elogios de alguém que se admira muito é sempre gratificante, ficamos muito lisonjeados pela generosidade dele, mas sabemos que ainda temos uma longa estrada pela frente para trilhar e a convivência com o Tony Allen só fez aumentar a vontade de seguirmos nesse caminho.

Fala mais sobre a gravação com Tony Allen...
Aconteceu no meio desse churrasco/jam, foi tudo decidido ali, na hora, não tínhamos ideia que aquilo aconteceria. Então foi surpreendente, de repente estávamos ali todos compenetrados e trabalhando, simplesmente produzindo uma faixa.

Como vê a cena atual de afrobeat no Rio? E fora do Brasil?
Crescendo muito, tanto aqui como lá fora. Sábado (dia 13) uma banda argentina de afrobeat estará se apresentando na Fundição. Outro exemplo dessa expansão é o ‘Fela’, musical na Broadway. Isso sem falar nas bandas daqui que tem essa influência, como o Bixiga 70. Tudo isso mostra a força do afrobeat.

Você é a única mulher da Abayomy. Como se sente, tem mais carinho, mais cobrança, é diferente?
Isso é realmente engraçado, porque a banda é grande e nem cantora tem! Mas, sim, todos me tratam com carinho especial, até me chamam de musa de vez em quando! Mas musicalmente é igual entre todos, direitos e deveres.

21.9.12

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Ouça disco de estreia da Abayomy Afrobeat Orquestra

(oblogblack no Amplificador do Globo)
   

Acabou a espera. O aguardadíssimo disco de estreia dos cariocas da Abayomy Afrobeat Orquestra (você viu a capa primeiro aqui) já está prontinho e deve chegar às lojas na próxima semana. Quem participou do financiamento coletivo pelo Embolacha está contando os dias para receber em casa o álbum em versão CD ou vinil. Enquanto isso, o Facebook da banda já está com link para download das seis faixas com duração total de 55 minutos (o blog Gramofone Virtual deu o caminho).

‘Abayomy’ é pressão do início ao fim com afrobeat da melhor qualidade, metais pegando fogo, solos e percussão inspiradíssimos em composições próprias mais do que testadas em dezenas de shows, alguns históricos, como a abertura para Tony Allen, no Circo. Estão lá ‘Malunguinho’, ‘Obatalá’ e a já clássica ‘No Shit’, com 9m12 de duração, fechando o disco.

A banda confirmou a data do show oficial de lançamento do disco para o dia 14 de outubro, no Fela Day, no Circo Voador. Já estão certas as participações de BNegão, parceiro desde o início da banda, em 2009, André Sampaio e os AfroMandingas, com a festa Makula incendiando as carrapetas nos intervalos. E é bom ficar de olho no Facebook da banda porque até lá pode aparecer algum convidado especial.

A produção de ‘Abayomy’ é de André Abujamra e a arte da capa é do nigeriano Larry Isimah. Veja abaixo imagens dos bastidores da gravação, trechos de shows e jam com paulistanos do Bixiga 70. 




30.7.12

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'Amplificador' antecipa capa do disco de estreia da Abayomy

(oblogblack no blog Amplificador do Globo)

Em recente passagem pelo Rio, o mestre do afrobeat Tony Allen dividiu palco do Circo Voador pela primeira vez com a Abayomy Afrobeat Orchestra e não economizou elogios aos 13 integrantes de um dos melhores e mais originais projetos de música em atividade no Brasil. O baterista de Fela Kuti não só abençoou a banda (‘Nem na Nigéria estão tocando um afrobeat tão puro’) como entrou em estúdio com o combo carioca e já deixou gravadas faixas para serem lançadas em vinil, em 2013, como antecipou o produtor da banda Joa Azria ao ‘Amplificador’.

'Ele virá ao Brasil para gravar clipe e lançar o disco, mas por enquanto estamos focados no álbum de estreia da Abayomy que sai em setembro', disse Azria.

O primeiro disco da banda, formada em 2009 para o Fela Kuti Day por integrantes de grupos badalados como Fino Coletivo, Do Amor e Canastra, terá seis músicas, todas composições próprias, e 55 minutos de duração (a capa você vê pela primeira vez aqui no ‘Amplificador’). 

Veja post completo no Globo. 


Abayomy Afrobeat Orquestra from Daniel Lôbo on Vimeo.

1.9.11

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 >> playlist


  

Novo mapa do afrobeat

(oblogblack no Globo)

Ritmo criado na Nigéria por Fela Kuti vira referência para bandas nos EUA, Europa, Austrália e Brasil. Conheça os principais nomes da nova cena rock-afrobeat para ficar de olho: de Budos Band, Antibalas e Souljazz Orchestra até a australiana Liberators e a carioca Abayomy. 

Leia matéria completa no site do Globo. 

5.5.11

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Refugee All Stars – Living like a refugee (2006)

Quando os documentaristas canadenses Banker White e Zach Niles encontraram músicos fazendo reggae, rap e afrobeat da melhor qualidade em um campo de refugiados na República da Guiné, África, sabiam que tinham ali uma grande história. Três anos depois, em 2006, com imagens arrebatadoras e emocionantes lançaram o doc ‘Serra Leoa All Stars – Living like a refugee’, que depois ganharia versão CD, num dos melhores álbuns africanos dos últimos anos, e resultaria em prêmios e shows históricos em Davos, Central Park, Hollywood Bowl e em festivais de jazz como Montreal, Barcelona, Chicago e New Orleans.

Com um som incrivelmente alto astral feito por quem viveu todos os horrores da guerra civil em Serra Leoa e o drama do exílio, os Refugee All Stars hoje têm fãs famosos como Keith Richards, U2, Paul McCartney, Ice Cube, Angelina Jolie, Oprah Winfrey e Aerosmith. Foi com Steve Tyler e cia, aliás, que o grupo dividiu vários shows nos EUA após gravar ‘Give Peace a Chance’ para o álbum tributo a John Lennon da Anistia Internacional, de 2007, com dinheiro revertido para Darfur.

Serra Leoa atualmente vive em relativa tranqüilidade. Foram onze anos de guerra entre governo e rebeldes com mais de 50 mil mortos, cerca de 500 mil refugiados e milhares de mutilados. Depois do turbilhão de viagens, gravações, festivais, os seis músicos da banda voltaram a morar na capital Freetown, mas rodam o mundo fazendo shows. Em 2011, o grupo lançou seu segundo disco e está em turnê até o final do ano pelos EUA.

Para ir mais fundo no assunto vale assistir ‘Diamante de Sangue’, com Leonardo Di Caprio, ou ler ‘Muito longe de casa - Memória de um Menino Soldado’, do sobrevivente Ishmael Beah. Abaixo trecho do documentário ‘Living like a refugee’ e apresentação nos EUA. 




Abayomy Afrobeat Orchestra

Primeiro um showzaço entre amigos no Fela Kuti Day, depois várias apresentações pelo Rio de Janeiro e ainda nesse ano o primeiro e já aguardado álbum de estreia. O que era para ser só uma homenagem ao nigeriano criador do afrobeat em 2009 acabou virando um dos melhores e mais originais projetos de black music em atividade no país. Formada por 13 músicos de grupos badalados com Fino Coletivo, Do Amor e Canastra, liderados por Donatinho, filho do pianista e maestro João Donato, a carioca Abayomy é o primeiro combo de afrobeat brasileiro pós-revolução digital. Clássicos do black president (recentemente personagem de musical estourado na Broadway, ‘Fela’) ainda dominam  o setlist das apresentações como ‘Zombie’, ‘Water No Get Enemy’ e ‘Shakara’. Mas a banda vai além incorporando repertório e influências de nomes como Jorge Benjor e Marku Ribas. Quem já viu ao vivo se impressiona com os solos e improvisações dos metais, a percussão e bateria Tony Allen, e os vocais 'em bom africano'. Enquanto não sai o álbum de estreia, escute Rei Malunguinho e Obatalá gravadas ao vivo no Espaço OI Futuro, em Ipanema, no Rio, e o dueto com filho do homem, Sean Kuti, no Oi Novo Som. 



Muddy Waters – Folk Singer (1964)

O disco ‘unplugged’ de Muddy Waters foi encomenda da gravadora Chess para aproveitar a onda folk que tomou conta dos EUA no início dos anos 60 com nomes como Peter, Paul & Mary e Bob Dylan. Muddy pediu só alguns dias para ir ao Mississipi escolher seus músicos. Voltou com uma seleção do blues. Na bateria, Clifton James, no baixo mestre Willie Dixon, autor de clássicos como ‘You shook me’ e ‘I can´t quit you baby’, e na outra guitarra um jovem até então desconhecido, Buddy Guy. O guitarrista da Louisiana nem era tão novo, tinha na época 28 anos, mas Muddy, aos 55, e Willie, aos 53, já eram estrelas. Os irmãos Chess não levaram fé no garoto; Muddy pediu para que ele respondesse na guitarra.

"Fiquei furioso, quando comecei a tocar eles me olharam espantados, diziam que eu estava mentindo a idade, não sabiam que aquelas músicas faziam parte da minha vida desde menino", lembrou Buddy Guy em entrevista recente. 

‘Folk Singer’ acabou entrando para história como um dos melhores álbuns da extensa carreira de Muddy Waters. Logo na abertura tem ‘My home is in the Delta’, mais blues impossível, totalmente Chicago. Um som puro, roots, sem enfeites. Clássico.




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