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2.2.12
cool_slow_groove-mixtape#4
Calorzão de verão às vezes pede aquele som bem tranquilo
para dar um relax e colocar a cabeça de molho em um pianinho bem tocado, uma
voz sussurrada e aquela guitarrinha de leve. Nessas horas, nada como um Bob Marley, Air ou um rockzinho na onda ‘Pale Blue Eyes’, do Velvet Underground. Até Jimi Hendrix já teve seus momentos
desacelerados. A terceira mixtape do
blog vem nesse clima light-cool para depois de um dia de sol na praia. É
para guardar e ouvir naquele tempinho em que a gente só quer saber de ficar
quieto e deixar a música fazer efeito. A seleção começa com um Bob Marley
clássico, passa pelo rock-blues de Tom Waits e
J.J. Cale, por Doors e Broken Social Scene em momento chillout, e
fecha com as deliciosas vozes de Yael Naim, Melody Gardot e Madeleine Peyroux. Ouça, curta e compartilhe.
01 > Bob
Marley – Sun is Shining
02 >
Jimi Hendrix - Castles Made of Sand
03 >
J.J. Cale - Let Me Do It To You
04 > The
Doors – Car Hiss By My Window
05 > Tom
Waits - Goin' Down Slow
06 >
Velvet Underground - Pale Blue Eyes
07 >
Broken Social Scene – Marketfresh
08 > Air
- Playground Love
09 >
Yael Naim – Paris
10 >
Madeleine Peyroux - Dance me to the end of Love
11 >
Melody Gardot – Who Will Confort Me
5.12.10
jjcale-nomo-lions
Se não bastasse ser autor de ’Cocaine’ e ‘After Midnight’, clássicos com Clapton, JJ Cale ainda pode ser considerado o inventor do rock-blues mais cool e empolgante da história. Coisa de gênio que cria um caminho na música e se reinventa toda hora. Figura de poucas aparições, meio underground, excêntrico, o guitarrista tem a obra inteira digna de muitos elogios. A dica então é o ‘best of’ de 2006, um daqueles CDs que toca inteiro na festa sem erro. Meio blues, meio rock, Cale é o cara, e para isso nem precisa aparecer muito. Deixa tocar.
Nomo – Ghost Rock (2008)
Banda nasceu na universidade de Michigan, EUA, com músicos de jazz amantes de black music que se juntavam em jams para improvisar. Hoje é mais um grupo a seguir forte o legado de Fela Kuti mesclando influências do funk, rock, dub e freejazz. O ‘Nomo’, palavra que significa ‘música que afasta espíritos’, supera com ‘Ghost Rock’ o caminho groove que havia descoberto dois anos antes em ‘Nu Tones’. Misturando elementos do afrobeat com improvisos do jazz e batidas eletrônicas, o disco inaugura um ‘afrofuturismo’ com influências de Coltrane e Miles Davis entortando melodias com ataques furiosos de metais estilo Sun Ra. Junto com Antibalas, Chicago Afrobeat Project, Budos Band e Chico Mann, o Nomo faz a black music dos EUA renascer mais afro, mas party e menos gangsta.
The Lions- Jungle Struttin' (2008)
Outro supergrupo formado por músicos de bandas da nova geração do black funk de LA, como Breakestra, Connie Price e Orgone. Só que o encontro dessa vez não é pelo funk nem afrobeat, mas pelo bom e velho roots reggae. A jam enfumaçada do The Lions é na certa um dos melhores lançamentos de 2008. Tem funk, rockstead, reggae oldschool numa levada instrumental com vários efeitos dub que conquista já na primeira audição. Grupo afiado e completinho com formação de big band de funk remexendo um caldeirão jamaicano. Classe A.
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