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30.11.10
jbs-amadou-mariam-benjor
Para quem gosta de James Brown e quer ir mais fundo nos hits de sempre, o duplo ‘JBs, The Anthology’ vem com mais de duas horas do mais puro funkão black com muito instrumental para uma boa noitada. Banda lendária que acompanhou o rei do soul, os JBs têm cracaços em todos os instrumentos, mas acima de todos reina a superdupla Fred Wesley e Maceo Parker. Cada um deles liderou bandas próprias que brilharam em festivais internacionais ao longo das últimas décadas. James Brown aparece em algumas faixas, mas aqui o show é dos JBs com muita improvisação e groove pesado. Disco enfileira clássicos como ‘Doing It to Death’, ‘Same Beat’… imperdível, clássico, obrigatório.
Amadou e Mariam - Dimanche a Bamako (2005)
Casal de cegos do Mali já tocou por aqui nos anos 90, frequenta festivais europeus como o Glastonburry e tem tanto moral na África que foi escolhido para o show de abertura da Copa de 2010. Sexto disco da dupla, ‘Dimanche a Bamako’ tem participação inspirada de Manu Chao, músicas deliciosas do começo ao fim e dá uma mostra da riquíssima música do Mali, de onde vêm ainda outras estrelas africanas como Ali Farka Toure, Tinariwen e Salif Keita. Se gostar, corre atrás que a discografia é grande e ‘Welcome do Mali’ boa pedida. Viciante.
Jorge Benjor - Jazz Potatoes (1973)
Raridade do Benjor de 1973 que em edições gringas aparece completo com 14 faixas. Disco tem músicas que nunca foram gravadas oficialmente e versões psicodélicas. Já valeria o confere só pelas clássicas ‘Cosa Nostra’, que entrou no compacto 'O Som do Pasquim', de 1970, ‘Jazz Potatoes’, da trilha da novela Beto Rockefeller, e ‘Minha Menina’, dos Mutantes. As duas primeiras estão no CD ‘Salve, Jorge! Raridades e Inéditas’, de uma imperdível caixa recém-lançada. Traz Benjor no auge, groove no ponto e letras que só ele sabe fazer.
Raridade do Benjor de 1973 que em edições gringas aparece completo com 14 faixas. Disco tem músicas que nunca foram gravadas oficialmente e versões psicodélicas. Já valeria o confere só pelas clássicas ‘Cosa Nostra’, que entrou no compacto 'O Som do Pasquim', de 1970, ‘Jazz Potatoes’, da trilha da novela Beto Rockefeller, e ‘Minha Menina’, dos Mutantes. As duas primeiras estão no CD ‘Salve, Jorge! Raridades e Inéditas’, de uma imperdível caixa recém-lançada. Traz Benjor no auge, groove no ponto e letras que só ele sabe fazer.
26.11.10
budos-nina-giljorge
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The Budos Band III (2010)
Grupo de NY é um dos destaques da nova geração que tem bombado o afrobeat nos EUA e Europa com nomes como Daktaris, Antibalas e Nomo. Mais uma revelação da gravadora Daptone Records, a mesma da blackíssima Sharon Jones e da banda Dap-Kings. ‘Budos Band III’ saiu em agosto depois de um intervalo dos integrantes para projetos paralelos. A banda voltou com groove afiado e um afrosoul hipnótico moderno da melhor qualidade. Fela Kuti agradece.
Grupo de NY é um dos destaques da nova geração que tem bombado o afrobeat nos EUA e Europa com nomes como Daktaris, Antibalas e Nomo. Mais uma revelação da gravadora Daptone Records, a mesma da blackíssima Sharon Jones e da banda Dap-Kings. ‘Budos Band III’ saiu em agosto depois de um intervalo dos integrantes para projetos paralelos. A banda voltou com groove afiado e um afrosoul hipnótico moderno da melhor qualidade. Fela Kuti agradece.
Nina Simone – The Blues (1990)
Discaço de uma das mais talentosas cantoras de soul-jazz que surgiram depois de Billie Holiday. A coletânea de 1990 foi escolhida a dedo com clássicos como ‘The Pusher’, ‘My man’s gone now’ e ‘Do I move you’, que abre os trabalhos. Grande parte das músicas está no álbum ‘Sings the blues’, de 1967. Na coletânea, porém, o som aparece claro e limpo, o que nem sempre acontece nos relançamentos de Nina Simone. A levada blues, a força das interpretações e o repertório são impecáveis. Perfeito para uma volta de bike no fim de tarde.
Discaço de uma das mais talentosas cantoras de soul-jazz que surgiram depois de Billie Holiday. A coletânea de 1990 foi escolhida a dedo com clássicos como ‘The Pusher’, ‘My man’s gone now’ e ‘Do I move you’, que abre os trabalhos. Grande parte das músicas está no álbum ‘Sings the blues’, de 1967. Na coletânea, porém, o som aparece claro e limpo, o que nem sempre acontece nos relançamentos de Nina Simone. A levada blues, a força das interpretações e o repertório são impecáveis. Perfeito para uma volta de bike no fim de tarde.
Gilberto Gil e Jorge Benjor – Gil e Jorge (1975)
Nove músicas gravadas em uma sessão mágica de estúdio em 1975 com improvisações longas de altíssimo nível com dois gênios no auge das experimentações. A banda tem só os dois no violão mais percussão e baixo e espaço de sobra para revirar do avesso clássicos como ‘Filhos de Gandhi’ e ‘Taj Mahal', aqui com 8 minutos de duração. A levada meio samba-rock-preguiçoso de ‘Meu Glorioso São Cristovão’ é só o esquenta. Aumenta e deixa rolar tranquilo que só tem sonzeira. É com certeza um dos maiores duetos da MPB de todos os tempos em uma mistura perfeita da pegada groove de Jorge Ben com as melodias afro de Gil. Diz à lenda que o disco foi todo gravado sob efeitos de um tal licor de jurubeba. A música ‘Jurubeba’ tá lá e dá a pista. Se não é jurubeba, sei lá...
Nove músicas gravadas em uma sessão mágica de estúdio em 1975 com improvisações longas de altíssimo nível com dois gênios no auge das experimentações. A banda tem só os dois no violão mais percussão e baixo e espaço de sobra para revirar do avesso clássicos como ‘Filhos de Gandhi’ e ‘Taj Mahal', aqui com 8 minutos de duração. A levada meio samba-rock-preguiçoso de ‘Meu Glorioso São Cristovão’ é só o esquenta. Aumenta e deixa rolar tranquilo que só tem sonzeira. É com certeza um dos maiores duetos da MPB de todos os tempos em uma mistura perfeita da pegada groove de Jorge Ben com as melodias afro de Gil. Diz à lenda que o disco foi todo gravado sob efeitos de um tal licor de jurubeba. A música ‘Jurubeba’ tá lá e dá a pista. Se não é jurubeba, sei lá...
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