25.3.13

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DJ Tudo lança disco na França enquanto prepara 'Pancada Motor' com Mad Professor (Oblogblack no Amplificador do Globo)

Pesquisador, colecionador, produtor, baixista, DJ e maestro à frente da excelente Orquestra de Todo Lugar, o mineiro radicado em SP Alfredo Bello, o DJ Tudo, cada vez mais leva ao pé da letra o nome do seu último disco, ‘Nos Quintais do Mundo’. 'Globetrotter' da música, o mineiro formado pela UnB e radicado em SP viajou por 12 anos pelo país registrando grupos tradicionais de ciranda, maracatu, coco, congado, jongo, carimbó, bandas de pife, de congo, cavalo marinho, caboclinhos, afoxés... resultando em mais 3 mil horas de gravações e 22 discos pelo seu selo Mundo Melhor. Depois de criar um dos maiores acervos de música popular brasileira, DJ Tudo agora planta seu som que ele chama de ‘Música Brasileira Aberta’ nos quintais do mundo viajando sem parar e acumulando parcerias em países como EUA, Inglaterra, Suécia, Estônia, Bélgica, Marrocos, com músicos como Dr Das, do Asian Dub Foundation, com os turcos do Baba Zula, ou ainda com o gênio do dub Mad Professor (abaixo) .



Atualmente finalizando seu terceiro disco, o ‘Pancada Motor volume 1’, DJ Tudo acaba de deixar Londres com 26 versões produzidas em parceria com Mad Professor das 7 músicas que farão parte do álbum. Amplificador mantém linha direta com o músico (comparado a Brian Eno, David Byrne e ao também maestro Lettieres Leite) e vai mostrar aqui no blog o disco assim que for lançado. Enquanto isso, DJ Tudo não para tocando vários projetos em paralelo e acaba de lançar na França um disco feito em parceria com o trio Forró de Rebeca, formado por Jonathan ‘Matuto’ da Silva, Jean-Luc Frappa e Stéfane ‘Pai Véio’ Moulin, um carioca radicado em Lyon e dois franceses, todos pesquisadores incansáveis de música brasileira. 




DJ Tudo já tinha parceria com o Forró de Rebeca desde ‘Nos Quintais do Mundo’ e agora fez quatro remixes para músicas do disco ‘Na Roda’, lançado em fevereiro. Com oito faixas, sendo quatro do disco original e quatro versões, ‘Forró de Rebeca vs DJ Tudo’ foi gravado durante suas viagens, tem de samba de roda, coco e maracatu a rabeca, viola, acordeom, berimbau e até Rhodes de Marcos Lobato, do Rappa, registrado aqui no Rio.

“Eles pesquisam cultura nordestina, conhecem sons que muito brasileiro nunca ouviu. Já são parceiros antigos e gravaram também no 'Pancada Motor - Manifesto da Festa', que estou finalizando, e também no 'Pancada Motor - Música de encontros', que sai logo depois. Eu vou de baixo e computador. Tem até gravação de Sereia em terreiro. Comecei fazendo em Istambul, passei pelo Rio e acabei em São Paulo. Sobre o 'Pancada Motor', era para ser um disco mais simples, tem Dr Das, Baba Zula, músicos belgas, guitarrista francês, tecladista escocês, vários músicos brasileiros, e depois virá o 'Pancada Motor' propriamente dito. A entrada do naipe de sopros da minha banda e a quantidade de músicos envolvidos acabou transformando esse disco no volume 1”.




Para acompanhar as viagens e projetos do DJ Tudo é só ficar ligado no Facebook que ele tem postado muito contando bastidores das gravações e parcerias pelo mundo. Alfredo promete trazer cópias do vinil para o Brasil (mais informações no site do selo Mundo Melhor).

Abaixo, trecho do show no Sesc Belenzinho, em fevereiro, e duas músicas de ‘Nos Quintais’. Aqui, entrevista com Alfredo publicada no Amplificador em 2012, na semana do lançamento do DVD dirigido por Beto Brant, de ‘O Invasor’. Salve DJ Tudo!

* Foto DJ Tudo com Forró de Rebeca: Ju Bezerra de Mello


18.3.13

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Decole com o Astronauta Marinho: instrumental do RN com tintas de Radiohead (Oblogblack no Amplificador do Globo

Um som que começa com acordes de Dorival Caymmi (‘É doce morre no mar’), passa pela guitarrada do Pará até chegar a batidas eletrônicas e solos indie, definitivamente não é todo dia que aparece. Esse foi o cartão de visita do Astronauta Marinho quando entrou em contato com o Amplificador, mas faltava o EP completo, esperei e a banda de Fortaleza cumpriu com louvores todas as expectativas. Formado em 2011 como ‘projeto de um homem só’ do guitarrista Felipe Lima (ex-líder do combo Café Colômbia), o quinteto acaba de lançar seu segundo EP, ‘Fartozalê’, quase uma segunda estreia por apresentar pela primeira vez faixas misturando referências de todos os integrantes da banda que vão de Radiohead e Wilco a Air, Hurtmold e, claro, Cidadão Instigado, do excelente Fernando Catatau, conterrâneos de Fortaleza e atualmente a banda cearense mais conhecida na cena roqueira do eixo RJ-SP.

Vale aqui um parêntese para destacar que hoje tremula pela primeira vez no blog a bandeira do Ceará. Em quase oito meses de produção, tentamos mapear a produção de todo o país, circular por vários estilos e apresentar bandas pouco conhecidas. Mesmo recebendo dicas e com radar sempre ligado, essa ‘estreia’ comprova um momento delicado com escassez de novas bandas cearenses. E foi exatamente esse ponto um dos principais assuntos do nosso papo com o Astronauta Marinho. ‘A cena é morna. Muita produção boa acaba sendo passageira e não há muito investimento para que os grupos se sustentem. Mas o pior já passou’.


 
Faz o seguinte, ouve aí um trecho do ensaio do Astronauta (que além de Felipe Lima tem Rafael Viana na guitarra, Chagas Neto nos teclados e sintetizadores, Caio Cartaxo fazendo o baixo e Guilherme Alvez assumindo bateria e também samplers) e diz se não é um enorme desperdício a banda não dar as caras em palcos de todo o país. O som sofisticado com toques de psicodelismo, eletrônica e tintas regionais pode surpreender quem não está atento a grupos de centros menos badalados. Dá o play, decole com o Astronauta e depois conheça mais sobre a trajetória da banda e projetos. 

 

A banda começou em 2011, como foi o caminho até o 'Fartozalê'?
O Astronauta no começo era o projeto de um homem só. O Felipe tava sem banda e não queria parar de tocar, então começou a estudar produção musical e a registrar suas composições. Um amigo então sugeriu que ele se inscrevesse em algum festival e foram essas músicas que deram origem ao primeiro EP. A partir daí, ele sentiu a necessidade de realmente montar uma banda. Mas o Astronauta só se consolidou mesmo quando foi convidado para tocar fixo em uma casa de shows. Aí foram nascendo novas composições, novas histórias de amizade e sobre a nossa cidade. 'Fartozalê' é a nossa percepção dos altos e baixos de Fortaleza, sobre esse momento em que a gente vê vários artistas trabalhando para fazer a cidade um lugar mais rico em arte. E de fato tem muito artista talentoso aqui que não é reconhecido.

Como é hoje fazer música em Fortaleza e como está a cena local?
Morna, mas podemos dizer que o pior já passou. Vivemos agora um processo de reconstrução. Em 2012, houve o surgimento de várias bandas dos mais variados estilos e performances. O pessoal tem passado a rejeitar um pouco as velhas panelas e passou a ter sede de coisas novas e originais. Temos novas casas de show e paralelamente mais bandas produzindo material, dos mais variados estilos, e esperamos que tudo isso continue crescendo, claro que vai ser bom para nós e também para o público que parece orgulhoso em ouvir som feito aqui saindo para mídia nacional. Mas ainda assim a cena permanece mais independente do que nunca.


Como foi a produção do EP?
Gravamos no nosso estúdio próprio, o 'Quintal'. Todo mundo realmente se focou em terminar o trabalho e hoje a gente acha que superou a expectativa inicial. Até porque o EP ganhou um conceito e foi criando vida própria conforme foi sendo construído. As influências são variadíssimas: Efterklang, Sigur Rós, Radiohead, Air, John Frusciante, Wilco, The Dissociatives, Flaming Lips, Gaz Coombes, Hurtmold, Cidadão Instigado, Macaco Bong. Hoje, a gente descreve nosso som como 'essencialmente instrumental', porque realmente não há limitação quanto aos caminhos a percorrer.




Próximos planos?
Depois do EP, estamos focados no lançamento e preparando também um minidocumentário com bastidores da gravação. E já temos imagens para um clipe que deve sair em breve. Ainda estamos querendo fazer mais barulho na internet e ter mais material de qualidade para começar a pensar em turnês.

17.3.13

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Rock, reggae, rap e bluegrass: quatro clipes viajando por RJ, ES, SP e SC (Oblogblack no Amplificador do Globo)

Quatro bandas de estilos e estados diferentes, só clipes alto nível que estão fazendo barulho nas redes sociais e não podiam passar batidos aqui no blog. Para começar, o Nayah, de Niterói, RJ, grupo que surge como aposta do reggae nacional e que já apareceu aqui no Amplificador falando sobre a preparação para o quarto disco e lembrando parcerias com nomes como Planet Hemp, Ponto de Equilíbrio, Projota e Marechal. O papo foi em janeiro quando Kid Mumu, Alex Gaspar, JPunk e Renzo estavam finalizando o clipe de ‘A Vida Não Pode Ser Pela Metade’. Então vamos lá, o projeto com grafite, ‘light painting’, arte de rua e reggae do bom acabou de sair. Dá o play e ‘feel the music’.



Agora, anota aí: Rec Jay, o cara vem de Balneário de Camboriú, SC, faz um rap de gente grande e não é à toa já tem parceria com o superprodutor DJ Hum, de SP. É dele, aliás, a produção do clipe ‘Atitude é Viver (Aumenta o Volume)’. No Youtube, o vídeo já tem mais 140 mil visualizações. Se quiser conhecer mais, a faixa faz parte do seu trabalho de estreia, a mixtape ‘Atitude de Viver’, lançada em 2012. São dez faixas passando pelo hiphop, underground, R&B, neo-soulSoul e até samba-rock. Promete.



De SP, o quarteto Doutor Jupter é nome de peso no cenário independente fazendo um rock com influências de country, folk e bluegrass. A banda tem postado várias fotos com bastidores da gravação do novo disco e liberou esse clipe esquentando para o lançamento (em maio ou junho) com faixa inédita gravada ao vivo em Ribeirão Preto. Veja abaixo ‘Serenata’ com toques de Beatles, Elvis, Los Hermanos e Beirut.



E para fechar, riffs inspirados e rock da melhor qualidade vindo do ES com a banda Ócio. Tem até sangue na caverna do trio capixaba. Aumenta aí a caixa para ‘Overmotivated’.

9.3.13

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Zimun, Fusile e Coletivo Dinamite: do rock-ska ao street-jazz, conheça 3 bandas de BH (Oblogblack no Amplificador do Globo)

Minas Gerais começa a pedir passagem na cena independente com novas bandas candidatíssimas a estourar com sons carregados de groove e mistura de rap, jazz e funky. Aqui, já mostramos algumas delas como Iconili, Dibigode e Graveola e o Lixo Polifônico, todas fazendo barulho no eixo RJ-SP e também fora do país.

(Em 2012, a Womex, uma das mais importantes feiras de música do mundo, teve uma noite mineira com Delegado, Makely Ka e Graveola, na época em turnê pela Europa. Meses depois, o Iconili fez no Leblon Jazz um showzaço que acabou incluído entre os melhores do ano no Amplificador. Outro destaque no festival da Dias Ferreira foi o Dibigode, surpreendendo a plateia com uma sonzeira instrumental de primeira).

Agora, chegou a vez de apresentar mais três grupos de BH que aos poucos vão ganhando destaque com novos clipes e discos (ou EPs, muitos ainda de estreia) para lá de promissores. Com afrobeat e sons instrumentais em alta, todas têm em comum uma forte influência da black music e toques de jazz e funky. Conheça Zimun, Coletivo Dinamite e Fusile.

Zimun: Começou com o rap, assumiu o jazz, misturou rock com bossa, guitarra com trompete e sintetizador, e hoje é um dos grupos locais com mais público em BH. O septeto lança na próxima sexta-feira, no clássico Granfinos, a versão vinil do seu primeiro EP, ‘Surreal’. Com quatro músicas, a bolacha serve como aperitivo para o disco de 13 faixas que será lançado no segundo semestre. Abaixo, ensaio com BNegão e trecho do show de pré-lançamento do EP em que a banda mandou de Gil Scott-Heron a Sabotage.

 



Coletivo Dinamite: Passeia livremente pelos sons black carregando nas tintas de rap, rock, soul e dub. Em 2012, lançou seu primeiro EP, com participações de integrantes de bandas como Iconili e Fusile. Abaixo, as seis músicas do caldeirão groove do Coletivo e o novo clipe, 'Etnocêntrico'.

 

Fusile: A mais roqueira das três bandas é um dos principais nomes da nova cena independente de BH com público fiel e muitos elogios em blogs e sites especializados. Também com sonoridade bem misturada, o quinteto oferece em seu cardápio fartos elementos de ska e punk, o que já valeu convite para dividir palco com nomes como Slackers e Skatalites. A faixa ‘Blue Blood (veja abaixo o clipe) entrou na programação da Oi FM e abriu espaço para participação em importantes festivais da cena independente, como o Garimpo e Flaming Nights, em BH, e no aniversário da Casa da Matriz, no Rio. Já tocou também com Black Drawing Chalks, Do Amor e Móveis Coloniais de Acaju. Em 2012, a banda lançou o clipe de ‘Combat Samba’ e a segunda parte da triologia ‘The Coconut Revolution’.



 

1.3.13

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Treme! Gang do Eletro lança primeiro clipe do disco de estreia (Oblogblack no Amplificador do Globo)

Quem esperava aparelhagens e fluorescências viu hoje uma Gang do Eletro circulando sem maquiagens nem efeitos pelo mercado popular de Belém no clipe de ‘Velocidade do Eletro’, o primeiro e aguardado single do disco de estreia pela Deck. E a intenção era justamente essa, mostrar o quarteto formado pelo excelente Waldo Squash e os carismáticos MCs Keila Gentil, Maderito e William Love, de forma quase documental, sem extravagâncias, no meio do povão, cercados por crianças e figuraços de todos os tipos dançando o treme, hit no Pará.

Sonzeira da melhor qualidade com elementos de house e drum and bass misturados na medida com brega, carimbó e guitarrada.

‘Vai rolar velocidade, treme, treme, que treme...’


Eleita banda revelação no Prêmio Multishow de 2012, a Gang do Eletro se apresenta dia 15 no festival South by Southwest, em Austin, no Texas, ao lado de pesos pesados como Vampire Weekend, Thurston Moore e Klaxons. Entre os brasileiros, mais bandas que já passaram também pelo Amplificador do Globo como BNegão e Seletores de Frequência, Black Drawing Chalks, Cambriana e Sexy Fi.

‘Velocidade do Eletro’ será a música número quatro do disco previsto para ser lançado no final de março e já em pré-venda no iTunes.

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